HÁBITOS DE VIDA, CRESCIMENTO E ESTADO NUTRICIONAL

DE CRIANÇAS DE 6 A 8 ANOS DA ESCOLA MUNICIPAL ANTÔNIO GIÚDICE

 

Canoas

2004

CÁRMEN REJANE DO AMARAL FLORES PERICOCO



Monografia submetida ao curso de Educação Física da Universidade Luterana do Brasil, como requisito parcial para obtenção do grau de Licenciado em Educação Física. Orientadora: Profª. / Dra. Ana Lígia Finamor Bavier de Souza.



TERMO DE APROVAÇÃO



Monografia de conclusão aprovada como requisito parcial para a obtenção do grau de Licenciado em Educação Física no curso de Educação Física da Universidade Luterana do Brasil, pela banca examinadora:

Profª. M. S. / Drª ANA LÍGIA FINAMOR BAVIER DE SOUZA

Orientadora da monografia – Curso de Educação Física, (ULBRA)

Profª. Esp. EVELYN SOUTO MARTINS MÜLLER

Curso de Educação Física, Universidade Luterana do Brasil

Profª. Esp. DORALICE DA CUNHA POL

Curso de Educação Física, Universidade Luterana do Brasil

Canoas, 30 de novembro de 2004.



AGRADECIMENTOS



Acima de tudo, agradeço a DEUS, que me deu saúde e energia para concretizar este sonho...

Agradeço aos familiares e amigos que direta ou indiretamente participaram desta minha conquista, compreendendo os momentos vividos.

Aos meus colegas de trabalho pelo apoio e incentivo nesta tão importante caminhada, em especial à colega Ana Maria Gabbardo, pela paciência e carinho.

À direção da Escola Municipal Vereador Antônio Giúdice pela permissão e apoio no sentido da conclusão deste trabalho.

À minha orientadora, Professora Ana Lígia, pela atenção e o grande incentivo dedicado.

Em especial, à colega Ana Rosa pela dedicação, paciência, carinho e apoio nesta jornada.

Meus agradecimentos àquelas duas pessoas que fazem parte de mim, meu marido, companheiro e amigo Rubens e meu filho Leandro, obrigada pelo incentivo, compreensão e carinho e desculpas pelas falhas da minha ausência.

Obrigada por tudo!





...HÁ PESSOAS QUE NUNCA SE

INTERROGAM

SOBRE O QUE SE AVISTA DO ALTO

DE UMA MONTANHA

OU SOBRE SE É POSSÍVEL LANÇAR

O DISCO

A 100 METROS DE DISTÂNCIA.

ESSAS PESSOAS NUNCA ARRISCAM...

HÁ PESSOAS QUE NUNCA TENTAM

MODIFICAR O QUE ESTÁ MAL

OU NÃO MODIFICAM-SE A SI

PRÓPRIAS

ESSAS PESSOAS NUNCAM

ARRISCAM...

...FELIZMENTE

ALGUMAS PESSOAS

SÃO CAPAZES DE ARRISCAR.

...E AQUI ESTOU EU!

(Laura Tisi)

 

RESUMO



Este estudo tem por objetivo traçar o perfil de hábitos de vida, crescimento e estado nutricional de crianças de 6 a 8 anos da Escola Municipal Antônio Giúdice, no município de Porto Alegre, RS. Foi aplicado um questionário em 68 famílias, com a intenção de conhecer melhor a realidade da criança do estudo, abordando questões do ambiente familiar, do tempo, do espaço e de atividades desportivas ou artísticas desenvolvidas pela criança, considerando as diversas características num contexto sócio-cultural e familiar. O crescimento foi analisado em relação a duas variáveis, peso e estatura, e o estado nutricional foi caracterizado pelos critérios de Waterlow (1976), no qual possui o padrão de referência de acordo com o National Center Health Statístics (NCHS). Em relação as variáveis antropométricas de peso e estatura, os valores encontrados indicam, que as crianças do estudo apresentam um crescimento ponderal maior que as do NCHS, e um crescimento estatural próximo ao esperado, evidenciando uma tendência das crianças serem mais pesadas, quando comparadas com a referência do NCHS. Quanto ao estado nutricional, os valores encontrados demonstraram estarem com índices de eutrofismo acima do esperado. Constatou-se também que as meninas são mais pesadas que os meninos, aproximando-se mais com o padrão de referência. De modo geral, as meninas apresentam maior percentual de eutrofismo do que os meninos, fato que nos permite evidenciar, aparentemente a atuação dos fatores genéticos ligados ao sexo no desenvolvimento infantil. Quanto aos hábitos de vida, as famílias pesquisadas demonstraram que necessitam mudar em alguns aspectos para proporcionar aos seus filhos uma melhor qualidade de vida, gerenciando seus hábitos no dia a dia, interiorizando hábitos saudáveis, vivendo mais consciente e harmônico em relação ao meio ambiente, às pessoas e a si próprio.

Palavras chaves: hábito de vida - crescimento - estado nutricional.





SUMÁRIO



1 INTRODUÇÃO

1.2 Objetivos

1.2.1 Objetivo Geral

1.2.2 Objetivos Específicos

1.3 Justificativa

1.4 Definição de Termos

1.5 Delimitação da investigação



2. REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Crescimento

2.1.1 Aspectos que influenciam o crescimento

2.2 Nutrição Infantil

2.2.1 Estado Nutricional

2.3 Hábitos de Vida

2.3.1 Qualidade de vida, atividade física e saúde



3 METODOLOGIA

3.1 Caracterização da investigação

3.2 População e amostra

3.2.1 População

3.2.2 Amostra

3.3 Instrumento da investigação

3.4 Operacionalização das variáveis

3.5 Plano de coleta de dados

3.6 Tratamento estatístico

3.7 Limitação da investigação



4. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

4.1 Crescimento

4.2 Estado nutricional

4.3 Hábitos de vida



5.CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANEXOS

APÊNDICES

LISTA DE TABELA



TABELA 1 – Distribuição das crianças por sexo e idade





LISTA DE FIGURAS



FIGURA 1 – Valores percentuais na distribuição dos percentis de peso/idade das crianças do estudo comparadas com a referência NCHS

FIGURA 2 – Valores percentuais na distribuição dos percentis de peso/idade das crianças do estudo, por sexo: masculino e feminino, comparadas com a referência do NCHS

FIGURA 3 – Valores percentuais na distribuição dos percentis de estatura/idade, das crianças do estudo, comparadas com a referência do NCHS

FIGURA 4 – Valores percentuais na distribuição dos percentis de estatura/idade das crianças do estudo, por sexo: masculino e feminino, comparadas com a referência do NCHS

FIGURA 5 – Percentual observado em cada uma das classificações do estado nutricional das crianças estudadas

FIGURA 6 – Valores percentuais encontrados para cada estado nutricional, quando classificados por sexo

FIGURA 7 – Valores percentuais dos pais, referentes as suas profissões, classificados em pais e mães

FIGURA 8 – Valores percentuais do nível de instrução dos pais e das mães

FIGURA 9 – Valores percentuais do rendimento familiar (RF), do número de pessoas que residem no lar (NPL) e da quantidade de peças da residência (PÇ)

FIGURA 10 – Valores percentuais dos horários cumpridos pela criança no seu dia útil, quanto à hora de levantar e deitar

FIGURA 11 – Valores percentuais dos horários cumpridos pela criança no seu dia útil, quanto à ida e regresso da escola para casa

FIGURA 12 – Valores percentuais da distância, transportes utilizados e acompanhantes, no trajeto casa/escola

FIGURA 13 – Valores percentuais de atividades que a criança pratica em casa

FIGURA 14Valores percentuais dos jogos e brincadeiras mais realizadas pelas crianças com os amigos dentro e fora de casa

FIGURA 15 – Valores percentuais dos brinquedos favoritos das crianças

FIGURA 16 – Valores percentuais das horas que as crianças permanecem em frente à televisão

FIGURA 17Valores percentuais das programações assistidas na televisão pelas crianças

FIGURA 18 – Valores percentuais sobre atividades desportivas dos familiares das crianças

FIGURA 19 – Valores percentuais referentes às práticas desportivas ou artísticas das crianças em clubes ou escolinhas

LISTA DE ANEXOS

ANEXO A – Carta de apresentação

ANEXO B – Comunicado e autorização dos pais sobre o questionário

ANEXO C – Questionário

LISTA DE APÊNDICES



APÊNDICE A – Ficha coletiva de coleta de dados

APÊNDICE B – Ficha para coletar dados do PE



1 INTRODUÇÃO



Na vida, a atividade principal do organismo é crescer e se desenvolver. Estes dois tipos de processos ocorrem simultaneamente, tendo sua maior ou menor velocidade dependendo do período da vida em que o indivíduo se encontra. Entretanto, durante o estado adulto ocorrem transformações biológicas, relacionadas à idade, que representam o crescimento do ciclo de vida, o período que vai da concepção à maturidade. Ainda não estão claros os mecanismos genéticos que interagem com o ambiente durante o crescimento. Aspectos, como: afetividade, clima, doenças, etc..., estão presentes na interação entre a genética e os fatores ambientais nos processos de crescimento e maturação (FRANÇA, 1989).



O ser humano foi criado como um organismo global, um todo que funciona em perfeita harmonia entre suas partes, devendo ser atendido em sua totalidade, para que tenha saúde. Assim, seu organismo é constituído de corpo, mente e espírito, e cada uma destas partes têm suas necessidades próprias. Se uma das partes estiver em mau funcionamento, o organismo todo estará prejudicado. Os hábitos de vida influenciam diretamente neste estado e podem determinar um estado satisfatório de saúde. O corpo necessita de sol, ar, água, alimento, exercício, repouso e higiene, como condições adequadas a sua saúde, deixando seu organismo forte e resistente (www.saúdeemovimento.com.br) . A definição de "estilo de vida" é ampla: inclui desde a prática de bons hábitos (evitando o tabagismo, balanceando a alimentação, praticando exercícios) até a presença de circunstâncias como a nutrição na infância, qualidade de assistência médica, nível de escolaridade e o ambiente em que se vive – se sadio ou se poluído e estressante.

Marcondes (1994), enfatiza que todo o processo do desenvolvimento da criança é determinado pelos fatores sociais, econômicos e culturais, e que a desnutrição, quando presente, determina interrupção do crescimento físico (peso) e do desenvolvimento neuro-psico-motor; ainda justifica e sugere a avaliação de três referências ao desenvolvimento da criança: peso, estatura e atividade.



Há outros fatores que influenciam o crescimento, como: esporte, sono e alimentação. A carência de vitaminas é capaz de comprometer a formação de tecidos ósseos.Uma boa noite de sono colabora para o funcionamento do hormônio do crescimento, assim, como a atividade física, que ajuda o corpo a chegar no seu potencial máximo. Quanto ao ritmo do crescimento, as crianças que não produzem hormônios ligados ao crescimento ou as que crescem menos de quatro centímetros ao ano por um período de três anos merecem atenção, e devem-se investigar os motivos desta estagnação. O meio em que a criança está inserida, aliado a sua carga genética, determina seu crescimento e desenvolvimento em geral. O crescimento do ser humano ocorre satisfatoriamente quando, além da sua carga genética, apresentar condições ambientais propícias para se desenvolver, conforme salienta Smith (1977).



Recentes pesquisas referentes ao desenvolvimento evidenciam as influências que os fatores genéticos e ambientais implicam no processo de crescimento e desenvolvimento da criança, podendo favorecê-la ou limitá-la, assim como o seu estado nutricional. O crescimento e estado nutricional são intrínsecos, ambos não podem ser analisados separadamente. Para Guedes & Guedes (2000), existem dois aspectos significativos que contribuem para a variação do crescimento: a adequada nutrição e o fator básico de saúde pública, influenciando de modo marcante o desenvolvimento infantil. O estado nutricional deve ser mantido e suprido de forma adequada e equilibrada ao crescimento, não permitindo alimentação excessiva ou desnutrição, reduzindo causas de danos irreversíveis à saúde, que segundo Resa (1992), em caso de desnutrição infantil, leva-se em conta o momento da ocorrência, a severidade e a duração, pois se ocorrer dentro de um período pequeno, geralmente as crianças conseguem superar esse problema sem seqüelas à saúde.



Ao analisar o crescimento de uma criança, procura-se interpretar como vem ocorrendo este processo, e qual a melhor maneira de como avaliá-lo. Portanto este estudo tenta buscar responder o seguinte problema: "Qual é a relação dos hábitos de vida, o crescimento e o estado nutricional das crianças de 6 a 8 anos, da Escola Municipal Vereador Antônio Giúdice?" Para tanto, será feita uma análise do crescimento (peso/estatura) e estado nutricional das crianças, utilizando a Curva do National Center for Health Statístics (NCHS), recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como referência para o crescimento e a classificação de Waterlow, para o estado nutricional. Para a análise dos hábitos de vida utilizou-se um questionário, o qual foi respondido pela família.



1.2 OBJETIVOS

1.2.1 OBJETIVO GERAL:



Este trabalho tem como objetivo geral relacionar os hábitos de vida, o crescimento e o estado nutricional de crianças de 6 a 8 anos de uma escola da rede municipal de Porto Alegre.



1.2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:



Identificar os hábitos de vida das crianças do estudo;

Verificar o nível de estado nutricional das crianças do estudo;

Comparar o crescimento e o estado nutricional das crianças do estudo, comparando-as pelo sexo.





1.3 JUSTIFICATIVA



Desde a concepção e à medida que cada criança cresce, não necessariamente na mesma proporção, ela se desenvolve. Às vezes, o crescimento progride normalmente, mas o desenvolvimento de certos órgãos e sistemas é retardado (ORNELLAS, 1983). O desenvolvimento e o crescimento são processos distintos que dependem do patrimônio genético, do estado de saúde da criança, de fatores sociais, culturais e emocionais e, principalmente, de uma boa nutrição, para que suas potencialidades sejam atingidas, favorecendo o desempenho adequado das funções do organismo.

A temática que aborda as questões relativas ao crescimento e estado nutricional vem despertando cada vez mais o interesse por parte dos estudiosos, principalmente em crianças até os seis anos, por estarem em uma faixa etária considerada crítica em termos de mortalidade, causada pela deficiência nutricional, em países subdesenvolvidos. O profissional da Educação Física, além de avaliar o crescimento e o estado nutricional das crianças, dentro de um contexto físico e motor, deverá estimulá-las à prática de atividades físicas regulares e hábitos alimentares saudáveis. Para Guedes & Guedes (1997), um programa regular de avaliação das variáveis relacionadas ao crescimento, comparando-se os resultados com os indicadores referenciais do NCHS, poderá auxiliar na detecção de eventuais problemas relacionados à saúde da criança e do adolescente.



A realização desta investigação originou-se pela importância de se avaliar, identificar e ampliar o perfil de crescimento, estado nutricional e hábitos de vida das crianças pertencentes à Escola Municipal Vereador. Antônio Giúdice.





1.4 DEFINIÇÃO DE TERMOS



Crescimento: ato de crescer, aumentar em estatura, volume, número, intensidade ou duração, é avançar (RUTH ROCHA, 1996).



Estado nutricional: conjunto de ações harmônicas e solidárias – alimentação, metabolismo e excreção – que tem como objetivo conservar a matéria e assegurar a vida (ALMEIDA, 2003).



Hábitos de vida: é quando, na maneira de viver, atendemos as necessidades do nosso organismo, sem agredi-lo (Dr BELMIRO d ARCE, 2001).



1.5 DELIMITAÇÃO DA INVESTIGAÇÃO



O presente estudo está delimitado em traçar e relacionar o perfil de crescimento, estado nutricional e os hábitos de vida em crianças de 6 a 8 anos de idade, em ambos os sexos, da Escola Municipal Vereador Antônio Giúdice, do município de Porto Alegre.





2 REVISÃO DE LITERATURA



2.1 CRESCIMENTO



Conforme Arnold Gesell (1977), em todo o reino animal o homem tem o período mais longo de imaturidade relativa. É um ser tão complexo que lhe são necessários mais de vinte anos para crescer física e mentalmente.Há uma série de modificações que surgem com o andar dos anos, verificam-se variações pessoais que colocam em evidência os processos de desenvolvimento. A marcha geral do desenvolvimento é análoga nos meninos e nas meninas. Mas as meninas amadurecem um pouco mais depressa e mais cedo.As mudanças físicas ocorrem nos dois primeiros anos de vida e novamente na puberdade. E, para o mesmo autor, sete fases correspondem à marcha progressiva do desenvolvimento: embrião (0 a 8 semanas); feto (8 a 40 semanas); bebê (do nascimento aos 2 anos); idade escolar (5 a 12 anos); adolescência (12 a 20-24 anos) e a maturidade do adulto.



Entre dois anos de idade e a adolescência, o crescimento é lento, pois a produção do hormônio tireoxina, regulador do crescimento, diminui aos dois anos e permanece em um baixo nível constante até a puberdade, quando volta a aumentar (GESELL, 1977, p. 25). O crescimento e o desenvolvimento ocorrem de forma contínua e regular do nascimento à maturidade, entretanto existem alguns períodos da vida em que eles se acentuam. Durante todo processo verificam-se picos de crescimento e desenvolvimento, sendo mais evidente na adolescência (TANNER,1978). Ainda com o mesmo autor (1987), a evolução dos conhecimentos sobre o crescimento no ser humano aconteceu a partir de três estímulos: primeiro, a curiosidade de descobrir a forma pela qual a criança cresce, idealizando uma curva de crescimento humano. Segundo, o estímulo mais orientado socialmente, o estímulo pelo qual o homem e a mulher melhorariam a sociedade, uma vez que o crescimento da criança, é um excelente indicador das condições de vida de diferentes grupos em uma população. Terceiro, é o estímulo clínico, o desejo de controlar o crescimento, para assegurar-se que o crescimento está correndo da melhor forma possível.



Crescimento é um processo dinâmico que resulta da interação do potencial genético recebido com o ambiente no qual o indivíduo está inserido e, significa mudança de tamanho (massa corporal) e proporções, traduzido no aumento das células (hipertrofia) ou de seu número (hiperplasia), e sendo medido principalmente pelo peso, pela estatura e pelo perímetro cefálico (MARCONDES, 1992). Para Kaplan (1990) , o termo crescimento é usado para descrever mudança no tamanho, com maturação, uma vez que implicam em mudanças nas dimensões, formas, proporções e valores de maturidade. O potencial biológico, representado pelo genótipo do indivíduo, se manifesta diretamente no crescimento dos órgãos e, indiretamente, através de diferenças constitucionais no sistema endócrino e sistema nervoso (WILKINS, 1965).



O organismo como um todo apresenta ritmo e velocidade de crescimento diferente ao longo de todo o seu processo, sendo a velocidade de crescimento a taxa de crescimento por unidade de tempo, a qual é expressa em centímetros por ano. A velocidade de crescimento é regular em cada etapa da vida, sendo, juntamente com o ritmo de crescimento, diferenciado nos tecidos, e responsável pela mudança de proporções, que vão caracterizar e permitir a divisão em diferentes etapas: embrião e feto (da concepção até o nascimento), lactente (do nascimento até 24 meses), infância, (24 meses até o início da puberdade) e puberdade (que se estende até a completa maturação e parada do crescimento estatural). A partir do nascimento, embora a criança esteja ganhando em estatura e peso, ocorre uma constante desaceleração da velocidade de crescimento, ocorrendo o mínimo de velocidade de crescimento pouco antes de entrar na puberdade. Já a velocidade de ganho ponderal ocorre de uma maneira uniforme, com exceção da desaceleração no início da infância aos 24 meses (MALINA e BOUCHARD, 1991).



Uma característica importante que está relacionada com a velocidade de crescimento, é que a criança desenvolve seu canal genético de crescimento nos primeiros 36 a 48 meses de vida. Isto pode se observar em todas as crianças, mesmo na criança com o crescimento e maturação lenta, e na baixa estatura constitucional, situações nas quais a criança apresenta uma desaceleração do crescimento, como também a criança alta que apresenta uma aceleração do crescimento, sendo que depois, em ambos os casos, seguem paralelamente a uma curva (HORNER, J. M., THORSON, A. V. e HINTZ, R. L., 1978). A velocidade do crescimento pode ser apresentada através de tabelas ou por curvas de velocidade de ganho ponderal e estatural (TANNER, J. M., 1977; TANNER, J. M. e DAVIES, B., 1987), constituindo-se num dos melhores parâmetros para a avaliação do crescimento, a qual é calculada a partir de medidas seriadas que devem ser registradas (NCHS),.e vários estudos, de diferentes autores, concluíram ser este o melhor parâmetro para a avaliação do estado de saúde do indivíduo em crescimento, referindo-se à estatura e ao peso (WATERLOW e TANNER, 1987).



As diferenças individuais dificultam o estabelecimento de padrões de crescimento e desenvolvimento perfeitamente estáveis e universais, pois nem sempre coincidem as idades cronológicas, que fazem referência à data de nascimento, e as idades biológicas, que é o nível de maturação do indivíduo (RODRIGUES & GIRELA, 1997). Souza (2002), ao estudar crescimento, coloca-se diante da tarefa de comparar indivíduos, através de parâmetros que nem sempre são fidedignos, pois está se tratando de pessoas que possuem diferenças individuais em termos de ritmo biológico. Perez (1994), relata que a idade cronológica não pode ser parâmetro para agrupar indivíduos em escolas, pois há grandes diferenças no que se refere ao crescimento e maturação. Por essa razão, foram criadas várias fórmulas para se obter a idade biológica, a qual os médicos se ocupam e os professores de Educação Física utilizam para diferentes fins.





2.1.1 ASPECTOS QUE INFLUENCIAM O CRESCIMENTO



Conhecem-se muitos fatores que afetam a taxa de crescimento. Alguns deles são de origem hereditária e atuam precipitando ou retardando a maturação fisiológica desde tenra idade. Outros como as restrições dietéticas, as estações do ano ou as grandes tensões psicológicas com origem no ambiente, afetam a taxa de crescimento na época em que atuam. Outros ainda, tais como a classe sócio-econômica, refletem uma mistura complicada de influências hereditárias e ambientais (TANNER, 1987).

O impulso genético para crescer, aliado à higidez do organismo, especialmente dos sistemas nervoso e endócrino, bem como a normalidade dos órgãos efetores, determina a diferenciação e multiplicação celular, indispensável para que o processo de crescimento leve o indivíduo à idade adulta (MARCONDES, 1970). Em geral, quanto mais favorável for o ambiente maiores serão as possibilidades dos gens demonstrarem suas potencialidades; ao contrário, sendo o ambiente desfavorável, torna-se difícil identificar as influências genéticas sobre o crescimento, ficando prejudicado o seu desenvolvimento (GONÇALVES e GOMES, 1984).

Crescimento e desenvolvimento constituem um conjunto de fatores que podem ser divididos em extrínsecos (ambientais), caracterizada pela ingestão de dieta normal, atividade física e a estimulação biopsicossocial ambiental; e, intrínsecos (orgânicos), representados pela herança (energia hereditária) e pelo sistema neuroendócrino. Segundo Marcondes (1994), D. Guedes & Guedes (1997), as eventuais atrações intra e interpopulações existentes podem ser atribuídas em parte, à origem genética, e os aspectos relacionados ao meio ambiente também desempenham papel fundamental neste processo, sendo que, entre os aspectos ambientais que contribuem para a variação do crescimento, os mais significativos são a adequação nutricional e o atendimento aos aspectos básicos de saúde.

As necessidades energéticas para o crescimento resultam da soma de energia de dois componentes: o conteúdo de energia dos tecidos já existentes e o da energia para a síntese de novos tecidos. Durante os primeiros meses, como se sabe, a criança cresce numa velocidade considerável, se compararmos com a massa corporal já existente (nasce em média com 50 cm e pesa 3.200 g, no final do primeiro ano mede 75 cm e pesa 9.800 g). Durante este período, o crescimento representa o principal componente de demanda energética, protéica e da maioria dos nutrientes. Crianças em crescimento devem estocar de 12 a 15% do valor energético dos alimentos ingeridos sob a forma de novos tecidos (CARDOSO, 1991). Segundo Marcondes (1990), 40% das calorias fornecidas normalmente à criança, no primeiro ano de vida, são destinadas ao crescimento.

As influências dos fatores ambientais, sobre o processo de crescimento da criança e do adolescente, estão sendo estudadas em populações carentes, onde as más condições de nutrição e os problemas mórbidos (quanto à obesidade) têm sido, tratando-se de crescimento, insatisfatório. O peso e a estatura são entendidos como agentes integrados em um plano da herança genética entre fatores intrínsecos e extrínsecos (KAPLAN, 1990).



2.2 NUTRIÇÃO INFANTIL



A nutrição é um fator extrínseco de impacto no crescimento físico da criança, desde sua concepção, tornando-se para isso relevante à mãe suprir todos os nutrientes para o embrião e o feto. Referindo-se à nutrição, a gestante terá que aumentar sua nutrição durante a gravidez, para evitar graves conseqüências negativas, pois a insuficiência de cálcio prejudica a formação dos ossos e dentes, e a diminuição das proteínas reduz a taxa de crescimento fisiológico do feto. A desnutrição prejudica em muito o crescimento, e é uma das grandes responsáveis pelo aparecimento de doenças (GARN apud PIKUNAS, 1981).

A qualidade da nutrição nos primeiros anos de vida tem um efeito profundo na saúde da criança, bem como na sua capacidade de aprender, comunicar, pensar, socializar-se e adaptar-se a novos ambientes e pessoas. A boa nutrição é a primeira defesa contra várias doenças da infância que podem deixar marcas para toda a vida. Na área do desenvolvimento cognitivo, o corpo tem que decidir, e se não há alimento suficiente como vai investir a limitada quantidade disponível. Primeiro vêm à sobrevivência, depois, o crescimento e em último lugar na classificação, a aprendizagem (SAGAN e DRUYAN, 1994).

O efeito da subnutrição nas crianças de 0 a 8 anos pode ser devastador e duradouro. Pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo e do comportamento, a educabilidade e a saúde reprodutiva, debilitando a produtividade da força de trabalho. As falhas do crescimento ocorrem quase exclusivamente durante o período intra-uterino e nos dois primeiros anos de vida, com efeitos profundos como: atraso no crescimento físico, no desenvolvimento motor e cognitivo, problemas de comportamento e aptidões sociais deficientes na idade escolar, atenção reduzida, aprendizagem deficiente e desempenho educacional mais fraco. Alguns dos problemas de desenvolvimento observado em crianças desnutridas são provocados por danos fisiológicos diretos, como crescimento retardado do cérebro e baixo peso ao nascer, enquanto outras condições resultam de limitação e anormalidade das intervenções e estímulos vitais para um desenvolvimento sadio. No campo da desnutrição na América Latina, há uma estimativa de que 71 milhões, 25% da população, foram afetadas pela má nutrição, especificamente e subnutrição. A maioria desta, de crianças e cerca de 61%, 28,3 milhões, da população pré-escolar, com menos de 5 anos de idade, sofreram um certo grau de desnutrição protéico-calórica no início dos anos 70 (Banco Internacional de Desenvolvimento, 1979).



2.2.1. ESTADO NUTRICIONAL

A avaliação do estado nutricional por meio das medidas antropométricas é o meio mais propício de avaliação de crianças, no qual, refletem o estado nutricional total até o momento da vida em que foi analisado. As medidas da estatura e do perímetro cefálico mostram o estado nutricional crônico, enquanto, o perímetro braquial, o peso e a espessura de dobras cutâneas refletem um estado nutricional atual (KRAUSE & MAHAN apud FILIPETTO, 1994).

O peso é, segundo Pierson e Deschamps (1980), uma medida simples, e assim sendo, é menos passível de erro, significando o somatório da massa magra e da massa gorda. Como a massa gorda representa as reservas calóricas do indivíduo, sendo mais suscetível de alterações devido ao maior ou menor gasto energético, em relação à ingestão alimentar, a medida do peso vai representar o balanço entre ingestão alimentar e o consumo energético pelo organismo, assim sendo, as alterações de peso refletem dos eventos metabólicos recentes. Por outro lado, à estatura, por ser um processo mais lento resultante de múltiplos fatores, reflete as condições de nutrição e saúde passadas da criança e do adolescente.

O peso para a estatura é determinado pela comparação do peso observado ao peso esperado para crianças da mesma estatura e sexo, constituindo-se um indicador antropométrico utilizado também na avaliação de estado nutricional (WATERLOW, 1977) são calculados pela expressão do peso e da estatura observados como percentagem do 50º percentual do peso para a estatura (P-E) ou estatura da mesma idade e sexo da população referência (E-I). Se a criança está num processo de desnutrição, a doença progride.

A relação do ritmo de crescimento da criança com a altura dos pais devem ser consideradas. Assim, uma dieta complementar mais calórica não seria capaz de reverter os dados numéricos, podendo causar vários distúrbios nutricionais. Porém, mesmo estando o peso adequado para a estatura, devemos ter maior cuidado antes de associarmos a baixa estatura a fatores genéticos, para não deixar passar desapercebidos possíveis estados crônicos de carência alimentar. Cada criança tem seu ritmo de crescimento. A estatura do ser humano é determinada por uma série de fatores, havendo uma interação entre os fatores genéticos, hormonais e ambientais. A herança genética é o fator mais previsível. A estatura é uma combinação complexa que pode sofrer influência de quatro ou cinco gerações passadas e não apenas dos pais.



O indicador antropométrico "altura/idade" normalmente esta relacionado com o passado nutricional da criança e com a qualidade de vida, podendo mostrar as conseqüências de uma alimentação deficiente, mantida por longo prazo (BRASIL MS, 2002). Já o "peso/estatura" indica o estado nutricional atual da criança e se refere ao caráter agudo de doenças.





2.3 HÁBITOS DE VIDA

Os hábitos de vida, quanto às necessidades calóricas, protéicas e de outros nutrientes têm sido objeto de estudo por comitês da FAO/OMS/ONU, (1985, 1989), que reforçam a necessidade de se realizar estudos regionais sobre a ingestão e necessidades de nutrientes das populações, nas regiões em desenvolvimento. Poucos estudos têm sido realizados em nossos meios sobre os hábitos alimentares e a própria ingestão alimentar de crianças (GODOY, C. M. L. et al, 1995).



A alimentação baseada em grandes quantidades de alimentos industrializados, maior acesso aos confortos propiciados pela tecnologia (elevadores, carros, controles remotos, entre outros), trabalho num ritmo alucinante. Fenômenos típicos dos processos de industrialização e urbanização, os hábitos da modernidade vêm gerando brasileiros mais gordos, inativos e estressados do que nunca, (Veja, 01/11/2000). De acordo com pesquisa realizada pela Universidade de Stanford sobre a importância dos hábitos da modernidade sobre a longevidade humana, os fatores que pesam para que uma pessoa ultrapasse os 65 anos, o estilo de vida é o fator mais preponderante (53%) para prolongar ou diminuir a vida.



O estilo de vida que levamos, o meio ambiente, a hereditariedade e a condição de assistência médica, são os responsáveis por atingirmos idades mais avançadas, do modo mais saudável possível, mostrando que saúde e qualidade de vida dependem principalmente de gerenciamento dos hábitos do dia-a-dia, e que segundo Corbin (1994), estilo de vida são padrões de comportamento que o indivíduo tipicamente vive. Nahas (2001), define estilo de vida como um conjunto de ações habituais que refletem as atitudes, os valores e as oportunidades na vida das pessoas.

Segundo Williams (1996), um positivo estilo de vida saudável é baseado num modelo de bem-estar que vê o indivíduo como um todo. Um modelo de bem-estar segmenta a mente e o corpo em várias dimensões: a social, emocional, física, intelectual e espiritual, e que possuem implicações na saúde, sendo assim descritas:

*A dimensão social é focada no desenvolvimento de um relacionamento pessoal e significativo com a família e os amigos.

*A dimensão emocional é focada no desenvolvimento da autoconfiança e do autoconceito positivo, na capacidade de lidar com o estresse, na capacidade de expressar emoções de forma apropriada e aceitar as próprias limitações.

*A dimensão física é focada na capacidade de exercitar-se adequadamente, de se alimentar de forma saudável e evitar comportamentos de alto risco.

*A dimensão intelectual é focada na capacidade de pensar criticamente, na identificação e solução de problemas e em usar a informação para aumentar o desenvolvimento pessoal.

*A dimensão espiritual é focada na capacidade de encontrar significados na vida, desenvolver a crença (fé) em si mesmo, na sua essência, religião ou alguma outra entidade maior para aumentar o desenvolvimento ético e moral.

Essas dimensões específicas propostas por Williams (1996), estão relacionadas ao conceito corpo-mente. É importante compreender que todas essas dimensões estão inter-relacionadas, e o termo saúde psicológica engloba todos aqueles comportamentos de saúde que influenciam a mente, ao mesmo tempo em que a saúde física é relacionada aos comportamentos que influenciam o corpo. Saúde, bem-estar, estilo e qualidade de vida fazem parte do equilíbrio que cada indivíduo busca no seu dia-a-dia e ao longo da vida. (DE MARCHI,1997).

O meio em que a criança vive merece especial atenção quando se trata de condições favoráveis para um satisfatório desenvolvimento, como relatam Castellar, Janot e Marchant (1991), pois as características e as configurações do ambiente podem favorecer ou limitar o desenvolvimento geral do indivíduo. Concordam Hallmann e Zillig (1991), e enfatizam a importância dos espaços e do meio em que ela vive para o seu crescimento. Acrescentam ainda que o desenvolvimento infantil e que as condições para proporcionar à criança atividades esportivas e de tempo livre é fundamental, pois é como provavelmente ela irá desenvolver seus hábitos de vida.



2.3.1 QUALIDADE DE VIDA, ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE



Um dos maiores consensos sobre a qualidade de vida é o reconhecimento da influência da atividade física ou de um padrão de vida ativo nos indicadores gerais de saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS), preconiza que a atividade física, aliada a dieta e manutenção de outros hábitos de vida, é uma das principais variáveis na promoção da saúde, e as alterações na estrutura etária da população brasileira vêm ocorrendo nas últimas décadas em decorrência do declínio acentuado e sistemático da fecundidade. Por outro lado, devido às evoluções tecnológicas e um avanço da medicina cresce o número de pessoas acima de sessenta anos de idade, conforme Neri (1999).



Com o passar dos anos, as pessoas em sua maioria, tendem a sofrer alterações físicas e fisiológicas que ocasionam diminuição no nível de atividade física. Conforme Igram (apud MATSUDO, 2001), tal diminuição tem uma base biológica que sustenta que esse declínio na atividade é igualmente observado em várias espécies de animais. Porém, nos dias atuais, a prática de atividades físicas passou a ser muito procurada pela população em geral, visando uma melhor qualidade de vida (MATSUDO, 2001).



Segundo Ferreira (2001), a contribuição do exercício na saúde é apoiada no movimento da Aptidão Física relacionada à Saúde iniciado na décadas de 80 do século passado, difundindo qualidades que precisam ser trabalhadas para obter um nível satisfatório, a partir da adoção de um estilo de vida ativo. Deste modo, a aptidão física contribui para a melhoria da saúde e para a qualidade de vida da população. Monteiro (1996), afirma que a prática de uma atividade física regular e o exercício podem aumentar a qualidade de vida, a capacidade do trabalho e do lazer desempenha um papel de grande importância para a saúde. Assim sendo, quanto mais atividade física for praticada, melhor aptidão física será desenvolvida e um melhor estado de saúde resultará para o indivíduo.



Como objetivo final, "saúde é o bem estar físico e emocional e condicionamento físico é algo que as pessoas atingem, como por exemplo, a capacidade aeróbia, resistência muscular, força muscular, composição corporal e flexibilidade". Para Nieman (2001), a aptidão física "é uma condição na qual o indivíduo possui energia e vitalidade suficientes para realizar as tarefas diárias e a participar das atividades recreativas sem fadiga", e argumenta que a saúde e a aptidão física são qualidades positivas que estão relacionadas com a prevenção de várias doenças. Conforme Da Costa (2001), o treinamento da aptidão física pela prática de atividades físicas promove muitos benefícios para a saúde como "com a relação à composição corporal, o aumento da eficiência do trabalho, uma menor suscetibilidade para doenças, além da melhorada aparência física e de problemas relacionados à obesidade". Já Guedes & Guedes (apud DA COSTA, 1986) afirmam que a aptidão física relacionada à saúde refere-se aqueles aspectos biológicos relacionados à proteção ao aparecimento de distúrbios orgânicos provocados pelo estilo de vida sedentário e que os aspectos da aptidão física direcionados a saúde funcional deverão apresentar maior significado nos programas de exercício físico oferecidos à comunidade.



Viver com qualidade de vida é saber manter o equilíbrio no dia-a-dia, procurando sempre melhorar o processo de interiorização de hábitos saudáveis, aumentando a capacidade de enfrentar pressões e dissabores e vivendo mais consciente e harmônico em relação ao ambiente, às pessoas e a si próprio. Pode-se dizer que a saúde é o resultado do gerenciamento adequado das áreas: físicas, emocional, social, profissional, intelectual e espiritual (GUISELINI,1999).



Qualidade de vida é ter uma vida ativa, saudável, prazerosa e harmoniosa. A saúde, o prazer e o equilíbrio são fundamentais para que as pessoas vivam bem. A qualidade de vida depende fundamentalmente da prática de hábitos saudáveis ou práticas básicas de saúde (SHARKEY,1998; BRESLOW & ENSTROM,1980; ALSEN et al., 2001).

Há uma concordância entre os estudiosos: bem-estar é qualidade de vida, é ter saúde, e a atividade física e uma boa aptidão física são importantes para aumentar a qualidade de vida de várias maneiras. A aptidão física e os exercícios podem ajudar as pessoas a verem-se melhor, sentirem-se melhor e viverem melhor (DE MARCHI, 1997; GUISELINI, 1999; CORBIN, 1994; NAHAS, 2000; WILLIAMS, 1996).

3 METODOLOGIA



3.1 Caracterização da investigação



Este estudo caracterizou-se como uma pesquisa descritiva, com a intenção de analisar o crescimento e o estado nutricional de crianças de 6 a 8 anos de idade, em ambos os sexos, da Escola Municipal Vereador Antônio Giúdice, do município de Porto Alegre.



3.2 População e amostra

3.2.1 População

A população do presente estudo foi composta por crianças dos sexos masculino e feminino nas faixas etárias de 6 a 8 anos, provenientes de seis turmas do primeiro ciclo, de uma escola municipal de Porto Alegre.



3.2.2 Amostra

A amostra deste estudo foi constituída por 68 crianças com idade entre 6 e 8 anos. A classificação para a divisão das crianças foi baseada no sexo e na idade, sendo considerado com 6 anos de idade, as crianças com 6 anos, 11 meses e 29 dias e, com 7 anos, as crianças com 7anos,11 meses e 29 dias e com 8 anos, as crianças com 8 anos, 11 meses e 29 dias.



TABELA 1 – Distribuição das crianças por sexo e idade:

IDADE

MASCULINO

FEMININO

6 anos

08

07

7 anos

24

19

8 anos

05

05

TOTAL

37

31



3.3 Instrumento da investigação

Para a verificação do crescimento pôndero-estatural das variáveis peso e estatura, utilizou-se os seguintes instrumentos:

PESO: adquirido através de uma balança digital tipo plataforma, fornecendo o peso em quilos (kg).

ESTATURA: adquirido através de um estadiômetro, fornecendo a estatura em centímetros (cm).



3.4 Operacionalização das variáveis

Para a execução deste estudo, coletaram-se os dados relacionados as variáveis de crescimento físico (peso/estatura) e estado nutricional das crianças. Os dados referentes a peso e estatura foram mensurados em uma sala apropriada, contendo uma balança e um estadiômetro. Os resultados adquiridos foram registrados em fichas para cada ano ciclo, coletando separados os dados dos meninos e das meninas (Apêndice A).



3.5 Plano de coleta de dados

Primeiramente fez-se contato com as professoras referências das turmas para explicitação da proposta do trabalho, e foi combinada e acertada a realização da coleta de dados relativa a peso e estatura, no qual aconteceu a confirmação de todos as professoras, referente à proposta.

O peso foi registrado em quilograma-grama, estando a criança com roupagem leve e descalça; a estatura foi mensurada em centímetros, com a criança descalça, na postura ereta, com os pés unidos e de costas para o estadiômetro em uma superfície plana e regular, as idades das crianças foram informadas pelo pessoal da secretaria, com base nas listagens vindas da prefeitura. No período de execução da coleta de dados, os alunos foram levados por mim, já separados por sexo, até a sala onde foram realizadas as medidas.

Para identificar o estado nutricional serviu-se dos critérios de Waterlow (1976), tendo como padrão de referência o NCHS (National Center Health Statistics) e utilizando-se do programa de Avaliação do Estado Nutricional em Pediatria (PED).



3.6 Tratamento estatístico

Este estudo com a finalidade de avaliar os dados adquiridos referentes ao crescimento e ao estado nutricional, utilizaram-se das variáveis antropométricas relativas a peso (P) e estatura (E), para avaliar o crescimento físico; e, valeu-se do programa PED, dos critérios de Waterlow e do padrão do NCHS, para caracterizar o estado nutricional.

Quanto à avaliação do crescimento, foram calculados em relação à população de referência os índices de peso para estatura, percentis de peso e percentis de estatura, constituindo as variáveis do estudo de crescimento pôndero-estatural.

Quanto à caracterização do estado nutricional, os indicadores antropométricos foram avaliados pelo critério de Waterlow (1976), tendo como referencial o padrão do NCHS, também analisados pelo Programa de Avaliação do Estado Nutricional em Pediatria (PED). A classificação da análise para o estado nutricional referente à metodologia já citada: GRANDE OBESO (GO), quando o peso for maior e igual a 140% do peso esperado para a estatura do indivíduo em questão; OBESO (OB), quando o peso for maior e igual a 120% e menor que 140% do peso esperado para sua estatura; SOBREPESO (SP), quando o peso for maior que 110% e menor que 120% do peso esperado para sua estatura; EUTRÓFICO (EUT), quando a porcentagem do peso do indivíduo em questão estiver entre 90% e 100% do peso esperado para sua estatura; DESNUTRIDO ATUAL (DA),quando o peso for menor que 90% do peso esperado para a sua estatura e sua estatura for maior que 95% do esperado para sua idade e sexo, há debilidade no peso somente; DESNUTRIDO PREGRESSO (DP), quando o peso for maior que 90% do peso esperado para a sua estatura e sua estatura menor que 95% do esperado para a sua idade e sexo, há debilidade na estatura somente; e DESNUTRIDO CRÔNICO (DC), quando o peso for menor que 90% do peso esperado para a sua estatura e sua estatura menor que 95% do esperado para a sua idade e sexo, há debilidade no peso e na estatura simultaneamente.

As variáveis de peso/estatura e o indicador percentual da adequação do peso para a estatura, do peso e da estatura, foram distribuídos em oito intervalos com valores: de até 3, de 3 a 10, de 10 a 20, de 20 a 50, de 50 a 80, de 80 a 90, de 90 a 97 e maior que 97; depois de analisados por meio de estatística descritiva e percentual.



3.7 Limitação da investigação

Este estudo limitou-se a investigar, avaliar e traçar o perfil de crescimento e estado nutricional de crianças de 6 a 8 anos, de ambos os sexos, pertencentes à Escola Municipal Vereador Antônio Giúdice, situada no Bairro Humaitá, em Porto Alegre, RS.

4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Para atender os objetivos propostos neste estudo, os resultados serão apresentados inicialmente, através da análise do crescimento das crianças, utilizando-se das variáveis antropométricas de peso e estatura, do estado nutricional através da classificação conforme a adequação peso para estatura (P/E) e hábitos de vida, com o questionário aplicado nas famílias das crianças.



4.1 Crescimento

Os resultados do crescimento ponderal e estatural e o estado nutricional das crianças de 6 a 8 anos da Escola Municipal Antônio Giúdice, de Porto Alegre, RS, serão apresentados através da análise do peso e da estatura considerando o sexo e os hábitos de vida, sempre se levando em conta a população de referência (NCHS).

A seguir, serão apresentados os resultados das análises das medidas antropométricas de peso considerando os percentis de peso para a idade e comparados ao padrão de referência do NCHS, das crianças da Escola Municipal Vereador Antônio Giúdice, no Bairro Humaitá, em Porto Alegre, RS.



FIGURA 1 – Valores percentuais na distribuição dos percentis de peso/idade das crianças do estudo comparadas com a referência do NCHS.

O crescimento ponderal das crianças da Escola Antônio Giúdice apresentados na FIGURA 1 evidencia que os sujeitos investigados apresentam-se deslocados à direita da curva de distribuição normal. Esses valores observados demonstram que as crianças em estudo apresentam valores referentes ao peso mais elevado do que as do NCHS nos intervalos: 50 a 80, 80 a 90, 90 a 97 e acima de 97, apresentando um desvio acentuado à direita na extremidade da curva. Esses achados evidenciam uma tendência dessas crianças a serem mais pesadas, quando comparadas com a referência do NCHS.

Ao analisar os percentis do peso/idade das crianças considerando os sexos masculino e feminino comparados com a referência do NCHS evidenciou-se os seguintes resultados, que podem ser visualizados na FIGURA 2.



FIGURA 2 – Valores percentuais na distribuição dos percentis de peso/idade das crianças do estudo por sexo: masculino e feminino, comparadas com a referência do NCHS.

Observa-se o percentil do peso dos sujeitos, em ambos os sexos, da Escola Municipal Antônio Giúdice, de Porto Alegre, RS, constatou-se que as crianças do sexo feminino apresentam-se abaixo da curva da normalidade entre os percentis de 20 a 50, quando comparados com o padrão de referência, apresentados a partir dos percentis 50 a 80, 90 a 97 e acima de 97 um desvio acentuado à direita da extremidade da curva. Observou-se que as crianças do sexo masculino, que se aproximam da curva de normalidade apresentaram-se nos percentis 10 a 20 um pouco acima do apresentado pelo sexo feminino, mas ainda abaixo da curva quando comparado ao padrão de referência, sendo que nos percentis 80 a 90, apresentou-se bem próximo da curva da normalidade e nos percentis 50 a 80, 90 a 97 e acima de 97 apresentou-se acima, um desvio acentuado à direita da extremidade da curva. Esses valores observados demonstram que as crianças do sexo feminino são mais pesadas que as crianças do sexo masculino, aproximando-se mais com o padrão de referência.

A seguir, serão apresentados os resultados das análises das medidas antropométricas de estatura considerando os percentis de estatura para a idade e comparados ao padrão de referência do NCHS.

FIGURA 3 – Valores percentuais na distribuição dos percentis de estatura/idade das crianças do estudo comparadas com a referência (NCHS).

O crescimento estatural das crianças da Escola Municipal Antônio Giúdice apresentados na FIGURA 3 demonstram que os resultados evidenciam-se abaixo da curva da normalidade nos percentis menores que 3 até os percentis 60 a 80, onde logo após reflete uma tendência acima da curva padrão.

A figura a seguir apresenta os resultados do percentil de estatura das crianças da Escola Municipal Antônio Giúdice, de Porto Alegre, RS, preparadas por sexo, comparadas aos do NCHS.

FIGURA 4 – Valores percentuais na distribuição dos percentis de estatura/idade das crianças do estudo, por sexo: masculino e feminino, comparadas com a referência NCHS.

Esses resultados demonstram que do percentil menor que 3 até o percentil 50 a 80, as crianças apresentam-se abaixo da curva da normalidade, e logo após o percentil 50 a 80, as tendências das crianças deste estudo se apresentam acima da curva de distribuição da normalidade. Sendo que as crianças do sexo feminino se apresentam abaixo das crianças do sexo masculino nos percentis menores que 3 e de 3 a 10, e acima chegando mais próxima à curva da normalidade. Já nos percentis de 10 a 20 a 50 a 80 as crianças do sexo feminino é quem se aproximam mais da curva da normalidade, e logo após os percentis 50 a 80 tanto o sexo masculino como o feminino se encontra acima da curva da normalidade, com uma tendência do sexo feminino na extremidade da curva à direita encontra-se mais próxima da curva da normalidade aos dados da referência (NCHS).



4.2 ESTADO NUTRICIONAL

Serão apresentados, a seguir os resultados da avaliação do estado nutricional, considerando os critérios de Waterlow (1976), recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), classificando o indivíduo conforme a adequação peso/estatura (P/E) e estatura e idade (E/I).

Os resultados apresentados a seguir representam o percentual encontrado em cada classificação do estado nutricional das crianças investigadas na Escola Municipal Antônio Giúdice, em Porto Alegre, RS. A distribuição destes percentuais podem ser observada na FIGURA 5.

FIGURA 5 – Percentual observado em cada uma das classificações do estado nutricional das crianças estudadas.

Constatou-se que os dados encontrados em cada uma das classificações para o estado nutricional apresentam um percentual de crianças obesas (11,76%), com sobrepeso (19,11%), com grande obesidade (4,41%), eutróficas (50,35%), com desnutrição crônica (2,94%), com desnutrição pregressa (1,47%) e com desnutrição atual (2,94%). Dentro das três categorias de desnutrição encontrou-se 7,35% das crianças em valores negativos e agrupando os percentuais observados nas três categorias: sobrepeso, obeso e grande obeso, denotou-se que 35,28% das crianças se encontram em valores positivos e, para o estado nutricional eutróficos, evidenciando 50,35% das crianças nessa categoria, evidenciando que elas estão com os índices de estado nutricional eutróficos acima do esperado.

A FIGURA 6 apresenta os resultados do estado nutricional considerando o sexo, masculino e feminino.

FIGURA 6 – Valores percentuais encontrados para cada estado nutricional, quando classificados por sexo.

Constatou-se que as crianças do sexo feminino apresentam estado nutricional com valores superiores na categoria de eutrofia, sobrepeso, obeso e desnutrido crônico, quando comparadas com as crianças do sexo masculino. Comparando esses resultados entre si, com os valores encontrados na Escola Municipal Antônio Giúdice evidencia-se que as crianças demonstraram maior tendência percentual de eutrofismo no sexo feminino, quando comparadas com as crianças do sexo masculino.



4.3 HÁBITOS DE VIDA

O questionário aplicado em 68 famílias de crianças da Escola Municipal Vereador Antônio Giúdice, de Porto Alegre, RS, com 54,41% do sexo masculino e 45,58% do sexo feminino, teve a intenção de conhecer melhor a realidade em que a criança está inserida, abordando questões do ambiente familiar, tempo, espaços, atividades desportivas e/ou artísticas considerando as diversas características de contextos sócio-culturais e familiares, apresentou os seguintes resultados:

A FIGURA 7 demonstra os resultados relacionados às profissões dos pais e das mães.

FIGURA 7 – Valores percentuais dos pais, referentes as suas profissões, classificadas em pais e mães.

Observando os gráficos, constatou-se um maior número de profissões nos profissionais liberais (PL), com um percentual de 27,94%, e apresentando um percentual de 7,35% aquelas crianças que não possuem pais (NP). Os autônomos (A) 22,05%, comerciários (CO) 14,70%, metalúrgicos (M)10,29%, professores (PROFº) 4,41%, vigilantes (V) 5,88% e serviços gerais (SG) 7,35%.

No gráfico que apresenta resultados das profissões das mães, o maior número constatado foi de 25%, na profissão de secretária (S). A profissão de cabeleireira (CA) 5,88%, comerciária (COA) 19,11%, diarista (D) 23,52%, do lar (DL) 19,11%, enfermeira (E) 2,94%, funcionária pública (FP) 2,94% e professora (PROFª) 1,47%, sendo que, 2,97% das mães não foram relacionadas.

A FIGURA 8 apresenta o nível de instrução dos pais e mães das crianças: 1º grau incompleto, 1º grau completo, 2º grau incompleto, 2º grau completo, técnico incompleto, técnico completo, 3º grau incompleto e 3º grau completo.

FIGURA 8 – Valores percentuais do nível de instrução dos pais e das mães.

Analisando este gráfico, constatou-se que os pais das crianças que possuem o 1º grau incompleto são em maior número, 29,41%, seguido do 2º grau, com completo, com 26,47%, e as mães evidenciaram 36,76% com nível de instrução no segundo grau completo, seguido de 30,88% no 1º grau incompleto, sendo que os alunos que não declararam pais apareceram com o percentual de 7,35%.

A FIGURA 9 apresenta os resultados do rendimento familiar, do número de pessoas que residem no lar e o número de peças da residência.

FIGURA 9 – Valores percentuais do rendimento familiar, número de pessoas do lar e quantidade de peças da residência.

Constatou-se que 54,41% possuem rendimentos de um a três salários mínimos, 63,23% contam com um número de quatro a seis para as pessoas que residem no mesmo lar e o percentual 66,17% referem-se a quantidade de peças das residências.

Foi verificado que a maioria das famílias possuem uma remuneração baixa, em relação à quantidade de pessoas da família.

A FIGURA 10 apresenta os resultados dos horários cumpridos pelas crianças no seu dia útil, quanto à hora de levantar e de deitar.

FIGURA 10 – Valores percentuais dos horários cumpridos pela criança no seu dia útil, quanto à hora de levantar e de deitar.

Constatou-se que 44,11% das crianças levantam entre 7 e 8 horas e vão deitar-se entre 21 e 22 horas, o que apresenta um bom resultado na quantidade de horas descansadas.

A FIGURA 11 apresenta os resultados dos horários cumpridos pelas crianças no seu dia útil, quanto à ida para a escola e o regresso da escola para casa.

FIGURA 11 – Valores percentuais dos horários cumpridos pelas crianças, quanto à ida e regresso da escola.

Observou-se que 41,17% das crianças vão à escola entre o horário das 7:30 às 8:00 horas, e com um percentual de 61,76% com regresso da escola para a casa.

A FIGURA 12 apresenta um resultado referente ao tempo de percurso, meios de transporte e acompanhantes da criança até a escola.

FIGURA 12 – Valores percentuais da distância, transportes utilizados e acompanhantes, no trajeto casa/escola.

Das distâncias apresentadas: menos de 500 metros, com 26,47%, entre 500 e 1000 metros com 29,41% e a que apresentou um percentual mais elevado foi a de mais de 1000 metros, com 44,11%, sendo que o tempo de 5 a 10 minutos foi o que mais se evidenciou, com um percentual de 50%. O meio de transporte com maior percentual de 60,29% foi a de ir a pé para a escola. Quanto aos acompanhantes evidenciou-se: os amigos, com 20,58%, sozinhos, com um percentual de 2,94%, com empregada, um percentual de 4,41%, outros familiares com 23,52% e com o maior percentual, pais e irmãos, com 48,52%. Verificou-se que as famílias mantêm um cuidado em relação aos acompanhantes de seus filhos.

Quanto aos espaços freqüentados pelas crianças nos dias úteis e fins de semana, foi constatado que, a rua/praça (RP), ainda é o espaço, no qual as crianças mais usam para brincarem. Os parques infantis (PI), aparecem logo após, com um percentual mais alto no final de semana, os jardins públicos (JP), mostraram um percentual em terceira posição. Quanto aos outros espaços, como: rio/barragem (RB), piscina (P), instituições desportivas (ID), constataram um percentual bem abaixo da média.

Já, no tempo destinado às atividades livres das crianças, o passeio no shopping e o cinema foram os mais evidenciados nos finais de semana, e, nos dias úteis, devido à família possuir pouco tempo os espaços esportivos e outras atividades foram as mais citadas.

Estes resultados apresentados sobre os espaços de freqüência das crianças, acontecem, devido ao pouco tempo que as famílias possuem e também pela pouca remuneração que dispõem para a prática do lazer.

A FIGURA 13 – apresenta os resultados das atividades que a criança pratica em casa.

FIGURA 13 – Valores percentuais das atividades praticadas em casa.

Constatou-se que brincar com brinquedos foi à atividade que maior percentual evidenciou, com 86,76% das respostas, 79,41%, foram os trabalhos da escola, 69,11% foram pintar ou desenhar, com 63,23% ouvir música, a leitura apareceu no percentual 52,94%, as tarefas de casa com 41,17%, e que 14,7% possuem atividades ligadas a tocar um instrumento musical.

A FIGURA 14 apresenta os resultados dos jogos e brincadeiras que as crianças mais realizam com os amigos dentro e fora de casa.

FIGURA 14 – Valores percentuais dos jogos e brincadeiras com os amigos, dentro e fora de casa.

Verificou-se um maior percentual de jogos e brincadeiras com os amigos fora de casa com, 69,11% nos jogos com bola e corda (JB/C), nos jogos de corrida e perseguição (CP), 60,29% e nos esporte com bola (EB), 52,94%. Dentro de casa, com um percentual de 61,76% nas brincadeiras do faz de conta.(FC).

A FIGURA 15 apresentou os brinquedos preferidos das crianças.

FIGURA 15 – Valores percentuais dos brinquedos favoritos das crianças.

Constatou-se que os jogos eletrônicos e informatizados foram os mais escolhidos na opinião das crianças, com 57,35%; seguidos dos jogos de bola, com 51,47%. Portanto, os familiares devem alertar para o fato de mostrar mais jogos e brincadeiras que desenvolvam mais a expressão corporal das crianças e que elas façam a interação com outras pessoas, trabalhando assim, a afetividade e o bom relacionamento, evitando que seus filhos permaneçam por muito tempo nos jogos interativos.

A FIGURA 16 apresentou os resultados com o número de horas que as crianças passam em frente à televisão, em dias úteis, sábados e domingos.

FIGURA 16 – Valores percentuais das horas que as crianças permanecem em frente à televisão

Constatou-se que é no domingo que as crianças passam mais tempo, isto é, mais de 6 horas em frente à TV, com um percentual de 8,82%. De 4 a 6 horas, com um percentual de 11,76% apareceu o sábado, e de 2 a 4 horas o índice maior foi de 52,94%, nos dias úteis, isso acontece devido às crianças ficarem sozinhas no tempo em que seus responsáveis saem para trabalhar.

A FIGURA 17 apresenta os resultados dos tipos de programas que as crianças assistem regularmente na televisão.

FIGURA 17 – Valores percentuais das programações assistidas na televisão pelas crianças.

Constatou-se que das 68 pessoas questionadas os desenhos animados (DA), com 98,52% foram os programas mais assistidos pelas crianças, seguidos dos programas infantis (PI), com 72,05%; dos filmes (F), com 58,82% e das telenovelas (TN), com 51,47%.Algumas programações assistidas pelas crianças ultrapassam a média, enquanto que 19,11% nos programas esportivos (PE), 16,17% nos seriados (S), 14,7% nas mini séries (MS) e 11,76% nos programas documentários e outros.

Conforme os resultados obtidos nesta questão, os responsáveis devem conversar com seus filhos instruindo-os sobre qual tipo de programa assistir e ou sempre que possível assistir junto com seus filhos, porém, como sabemos, nem sempre todos os programas podem ou devem ser assistidos pelas crianças, pois alguns não trazem informações apropriadas e saudáveis.

A FIGURA 18 apresenta como resultados os hábitos de praticar atividades desportivas dos familiares das crianças do estudo: se não pratica nenhuma atividade, se pratica sem regularidade, se pratica duas a três vezes na semana ou se pratica todos os dias úteis.

FIGURA 18 – Valores percentuais sobre as atividades desportivas dos familiares das crianças.

Constatou-se que as mães tiveram o percentual mais elevado onde diz que não praticam nenhuma atividade, com 45,58%; sem regularidades, mães e pais obtiveram o mesmo percentual, 23,52%. Duas a três vezes por semana as mães chegaram a 19,11%, e todos os dias úteis das práticas de atividades, as mães tiveram um percentual, 8,82%.

Foi constatado, que pais, mães, irmãos e familiares, praticam muito pouco atividades desportivas mostrando que a grande maioria das pessoas das famílias do estudo, é inativa ou sedentária.

A FIGURA 19 apresentou como resultados as práticas desportivas ou artísticas das crianças em clubes ou escolinhas.

FIGURA 19 – Valores percentuais referentes às práticas desportivas ou artísticas das crianças em clubes ou escolinhas.

Constatou-se que 57,96% das crianças do estudo, não praticam atividades em escolinhas ou clubes. As atividades de pintura, com 8,82% e futsal com 7.35% foram às atividades mais evidenciadas. As seguintes atividades foram as que mostraram uma pequena participação das crianças do estudo, sendo verificado nesta questão que poucos participam dessas práticas, devido ao alto custo nas mensalidades e por haver no bairro pouca oferta dessas modalidades desportivas.



5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

A partir dos resultados encontrados nesse estudo que teve como objetivo traçar o perfil de crescimento, hábitos de vida e estado nutricional de crianças de 6 a 8 anos da Escola Municipal Antônio Giúdice, conclui-se que:

a) Em relação à análise do crescimento ponderal e estatural das crianças do estudo, quando comparadas à curva padrão, evidencia-se que há uma tendência das crianças do estudo a apresentarem o peso e a estatura ideal quando comparadas com a referência – NCHS, mas devemos ficar atentos à questão dos hábitos alimentares e de vida, das crianças pesquisadas, para que os resultados continuem satisfatórios, não havendo uma inclinação futura para aumentar os índices de peso.

b) Quanto à análise do crescimento ponderal e estatural das crianças estudadas, quando comparadas entre si, às crianças do sexo feminino refletem uma tendência mais elevada quando comparadas às crianças do sexo masculino, tanto em relação ao peso como em estatura. Portanto, a partir deste resultado, deve-se orientar melhor as crianças da Escola Municipal Antônio Giúdice, do sexo masculino quanto à manutenção de uma alimentação saudável e rica em nutrientes benéficos, para a busca de uma boa qualidade de vida.

c) Em relação ao nível de estado nutricional das crianças do estudo quando analisadas pelos critérios de Waterlow (1976), evidenciou-se que os valores observados demonstram que as crianças estão com os índices de eutrofismo acima do esperado, mas mesmo assim, reforça-se a questão acerca dos hábitos alimentares saudáveis, para que os índices de eutróficos sejam cada vez mais significativos.

d) Em relação aos hábitos de vida das crianças do estudo, foi observado que há necessidade das famílias reformularem suas práticas de hábitos saudáveis. A saúde, o prazer e o equilíbrio são fundamentais para que as pessoas vivam bem. O grande desafio é mudar, para que desfrutem de uma melhor qualidade de vida.

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WILKINS, L. Endocrine Disorders in Chilhood and Adolescence. Sprinfield: Thomas, 1965.



ANEXOS

ANEXO A – Carta de apresentação

Porto Alegre, 27 de agosto de 2004.

À

Escola Municipal de Ensino Fundamental Vereador Antônio Giúdice



Venho por meio deste solicitar a autorização para a execução do projeto intitulado: HÁBITOS DE VIDA, CRESCIMENTO E ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS DE 6 A 8 ANOS DA ESCOLA MUNICIPAL ANTÔNIO GIÚDICE. Para tanto se necessita da permissão para a entrada da acadêmica abaixo citada na escola estipulada no projeto em anexo.

O público alvo serão as crianças de 6 a 8 anos regularmente matriculadas na rede escolar municipal. Será aplicado um questionário constituído de quatro blocos, com o objetivo de conhecer como a criança ocupa os seus tempos livres considerando as diversas características de contextos sócio-culturais e familiares.

A coleta de informações será realizada através de entrevista guiada, acompanhada do preenchimento do questionário, que será aplicado diretamente junto dos pais e crianças e preenchido pelo próprio entrevistador, mediante as respostas dos pais e das crianças conjuntamente. Será também mensurado o peso e a estatura das crianças.

A partir dos resultados constatados a respeito da gestão do tempo, gestão do espaço e das atividades lúdicas realizadas na infância, pretende-se fornecerem subsídios que contribuam para a elaboração do programa de ensino da atividade motora, para educação infantil e séries iniciais.



Acadêmica Participante:

Cármen Rejane do Amaral Flores Pericoco –



Atenciosamente,

Ana Lígia Finamor Bavier de Souza

ANEXO B – Comunicado e autorização dos pais sobre o questionário



Prezados pais, com este inquérito procura-se conhecer como sua criança ocupa os seus tempos livres considerando características de contexto sócio-culturais e familiares. Procura-se conhecer quais são e como acontecem os envolvimentos familiares através das rotinas da vida diária das crianças. Com esse conjunto de questões procura-se conhecer melhor a infância, contribuindo para a promoção da criança em desenvolvimento.

Este questionário é confidencial. Agradecemos antecipadamente a sua colaboração.



Obrigada.



Nome da criança: _____________________________________________________



ANEXO C – Questionário aplicado nas famílias das crianças do estudo.





Questionário

Com esse inquérito intencionamos conhecer como a criança ocupa os seus tempos livres, considerando as diversas características de contextos socioculturais e familiares. Pretendemos abordar as situações habituais de comportamento que as crianças apresentam nas suas atividades cotidianas, a gestão do tempo e espaços, as atividades desenvolvidas dentro e fora do contexto familiar, e, os hábitos desportivos e ou artísticos da criança.

Nome da criança: __________________________________________

Data de nascimento: ____/____/_______. Altura: ___________ Peso: ____

Endereço:______________________________________________________________________________________________________________________________.



1º Bloco – Ambiente Familiar



1 - Sexo o 1 - Masculino

o 2 - Feminino

2 - Profissão do pai:

4 - Profissão da mãe:

3 - Nível de instrução do pai:

o 1º grau incompleto o 1º grau completo

o 2º grau incompleto o 2º grau completo

o técnico incompleto o técnico completo

o 3º grau incompleto o 3º grau completo

o outros _______________

5 - Nível de instrução da mãe:

o 1º grau incompleto o 1º grau completo

o 2º grau incompleto o 2º grau completo

o técnico incompleto o técnico completo

o 3º grau incompleto o 3º grau completo

o outros _______________

6 - Qual o rendimento mensal da família em reais? R$___________

7 - Qual o número de pessoas que residem no lar? _______________

8 - Qual o número de peças da residência? ___________.

9 - Qual o tipo de residência? o Apartamento o Casa



2º Bloco Gestão do tempo

10 - Horários cumpridos pela criança no dia útil

Hora de levantar

Hora de deitar

Ida para a escola

Regresso para casa após a escola

Antes das 7 horas

Antes das 21 horas

Antes das 7h30m

Das 12 às 13 horas

Das 7 às 8 horas

Das 21 às 22 horas

Das 7h30m às 8 horas

Das 13 às 14 horas

Das 8 às 9 horas

Das 22 às 23 horas

Antes das 13 horas

Das 17 às 18 horas

Das 9 às 10 horas

Das 23 às 24 horas

Das 13 horas às 13h30 m

Das 18 às 19 horas

Depois das 10 horas

Após as 24 horas

11 – Distância, tempo de percurso, transporte utilizado e acompanhante da criança no trajeto casa/escola.

Distância casa/escola

Tempo de percurso casa/escola

Meio de transporte casa/escola

Acompanhante casa/escola

Menos de 500 metros

Menos de 5 minutos

A pé

Pais e irmãos

Entre 500 e 1000 metros

Entre 5 - 15 minutos

Bicicleta

Amigos

Mais de 1000 metros

Entre 15 - 30 minutos

Automóvel

Outros familiares

Mais de 30 minutos

Transporte público

Sozinho

Outros transportes

Empregada

3º bloco Gestão dos espaços

12 - Espaço dado à criança para as suas brincadeiras.

o Apenas em casa

o casa ou pátio

o rua (próximo à residência)

o rua (distante da residência)

o Onde quiser

13 - Espaços que a criança freqüenta nos dias úteis e fins de semana,

Locais de atividades

Dia útil

Fim de semana

Parque infantil

Jardim público

Rua/praça

Rio/Barragem

Piscina

Instalações desportivas

Outros locais

14 - Participação da criança em atividades durante os seus tempos livres, bem como quem a acompanha.

Locais de atividades

Dia útil

Fim de semana

Companhia (nomeie)

Passear (shopping, etc.)

Visitas a museus/exposições

Cinema

Teatro

Espaços desportivos

Catequese

Missa/Cultos

Outras atividades

4º Bloco – Atividades desenvolvidas

15 - Atividades que a criança pratica em casa:

Leitura o Computador o Jogos eletrônicos o Tarefas de casao

Trabalhos da escola o Ouvir música o Tocar instrumento o Ver TV/video o Brincar com brinquedos o Pintar ou desenhar o Fazer coleções o Outras atividades o

16 - Jogos e brincadeiras que a criança mais realiza com os amigos dentro e fora de casa.

Jogos e Brincadeiras

Dentro de casa

Fora de casa

Corrida e perseguição

Danças e brinquedos cantados

Jogos com bola, corda, etc.

Esporte c/ bola (futebol, vôlei, basquete)

Dramatização

Jogos eletrônicos ou informatizados

Lançamento em precisão (dardo, etc.)

J. mesa (Bilhar, cartas, botão, lego, etc.)

Rodas cantadas

Faz de conta (escolinha, casinha, médico, mecânico, etc.)



17 - Brinquedos favoritos da criança

1)

2)

3)

4)

5)

6)

7)

8)

18 - Número de horas que a criança passa em frente do televisor no dia útil, Sábado e Domingo.

Tempo em frente à TV no dia útil

Tempo em frente à TV no Sábado

Tempo em frente à TV no domingo

Menos de 2 horas

Menos de 2 horas

Menos de 2 horas

De 2 a 4 horas

De 2 a 4 horas

De 2 a 4 horas

De 4 a 6 horas

De 4 a 6 horas

De 4 a 6 horas

Mais de 6 horas

Mais de 6 horas

Mais de 6 horas

19 - Tipo de programas que a criança assiste regularmente na televisão

Desenhos animados o Telenovelas o Filmes o Documentários o Programas infantis o Mini série o

Programas esportivos o Seriados o Outros programas o

20 - Hábito de praticar atividades desportivas dos familiares da criança.

Família

Nenhum

Sem regularidade

2/3 vezes semanais

Todos os dias úteis

Pai        

Mãe        

Irmãos        

Familiares        

21 - Práticas desportivas ou artísticas da criança em um clube ou escolinha.

Basquete o Futebol de campo o Futebol de salão o Ginástica o Atletismo o Natação o Vôlei o Teatro o Pintura o Música o Coral o Outras atividades o

 

APÊNDICES

 

APÊNDICE A – Ficha coletiva de coleta de dados

 

EDUCAÇÃO FÍSICA

Professora: CÁRMEN PERICOCO

Turma: ________________

Data: ____/____/________

NOME

SEXO

IDADE

PESO

ESTATURA                                                                                                                                                                                                                                                

APÊNDICE B – Ficha para coletar dados do PED.

 

NOME: ______________________________ DATA AVAL._____/_____/_______

DATA NASC.: ____/_____/________ IDADE: ______________ SEXO: ________

 

 

MEDIDA

P50

% ADEQUAÇÃO

PERCENTIS (Valor)

PESO        

ESTAT.        

PE/EST.        

 

CRITÉRIO DE WATERLOW: ___________________________________________.

 

 

NOME: _________________________ DATA AVAL._____/_____/_______

DATA NASC.: ____/_____/________ IDADE: ______________ SEXO: ________

 

 

MEDIDA

P50

% ADEQUAÇÃO

PERCENTIS (Valor)

PESO        

ESTAT.        

PE/EST.        

 

CRITÉRIO DE WATERLOW: ___________________________________________.

 

 

NOME: _________________________ DATA AVAL._____/_____/_______

DATA NASC.: ____/_____/________ IDADE: ______________ SEXO: ________

 

MEDIDA

P50

% ADEQUAÇÃO

PERCENTIS (Valor)

PESO

ESTAT.

PE/EST.



CRITÉRIO DE WATERLOW: ___________________________________________.



NOME: _________________________ DATA AVAL._____/_____/_______

DATA NASC.: ____/_____/________ IDADE: ______________ SEXO: ________

MEDIDA

P50

% ADEQUAÇÃO

PERCENTIS (Valor)

PESO

ESTAT.

PE/EST.

CRITÉRIO DE WATERLOW: ___________________________________________.